O Centro Espírita Discípulos do Evangelho e o Lar Irmã Dirce representam hoje, duas frentes distintas de trabalho tendo, em uma das pontas, o trabalho de cunho Doutrinário Espírita conforme codificação de Allan Kardec e também, na ponta do trabalho Social, o Lar Irmã Dirce, que funciona prioritariamente com recursos próprios obtidos através do Centro Espírita possibilitando o atendimento a todos de forma gratuita.

Atualmente temos nos Sres. Helio de Oliveira e Eliza Ronzani de Oliveira a constituição da Presidência e Vice-Presidência que vem revezando suas funções há mais de 25 anos onde ora é presidente e ora é vice presidente. São reeleitos ininterruptamente até as datas de hoje, e seguindo à risca as normas estatutárias da casa que prevê nova eleição a cada 3 anos.

Presidente: Eliza Ronzani de Oliveira / Vice Presidente: Adherbal Ambrosio
1º Secretário: Marcio Bacan / 2º Secretário: Roberto Antonio da Silva
1º Tesoureiro: Luiz Carlos Donizeti Almagro / 2º Tesoureiro: Luis Claudio Munhato

Nossa História

Em 1942, um interno ao reconhecer as dependências do Sanatório "Padre Bento", avistou outro interno e então começaram a conversar. Até que este recém chegado, revelou a este último, que havia em sonho recebido comunicações anteriores e reconheceu no amigo uma das pessoas que, em conjunto, fundariam um Núcleo Espírita em seu Tríplice Aspecto: CIÊNCIA, FILOSOFIA E RELIGIÃO.

Nasceu assim, um grupo de estudo da Codificação de Allan Kardec. Muitos foram os obstáculos surgidos, sendo um dos principais o preconceito, o que impedia o grupo de externar seus propósitos em público, com plena liberdade, obrigando-os a se reunirem secretamente e em lugares diferentes, bem como em horas diversas, enquanto os demais internos dirigiam-se para as diversões proporcionadas pelo Sanatório.

Protocolada em 01 de Junho de 1944, o número de adeptos crescia e, quando ultrapassou a 35 (novembro de 1944), foi enviada uma representação ao então diretor do Sanatório, Dr Lauro de Souza Lima (FOTO), solicitando licença para o funcionamento de uma Sociedade Cultural Espírita, cuja finalidade inicial principal seria a propagação do Espiritismo-Cristianizado, de acordo com a codificação de Allan Kardec, por todo o sanatório.

O Diretor, Dr Lauro, em uma demonstração de alto grau de compreensão espiritual, que jamais deixou que as glórias do mundo ofuscassem o seu desvelado amor pelos doentes na Terra, deu imediato despacho favorável à pretensão dos espíritas do "Padre Bento". Foi então que em 06 de dezembro de 1944 foi instalada, a primeira Assembléia Geral, fundando-se então a Sociedade Cultural Espírita, com uma diretoria provisória, até a elaboração dos estatutos, ocasião em que seria eleita a diretoria efetiva.

Em 20 de abril de 1945, apresentados os estatutos da Sociedade, passou esta a se denominar SOCIEDADE CULTURAL ESPÍRITA PADRE BENTO DIAS PACHECO. (Em homenagem ao grande homem que foi o Sacerdócio Padre Bento Dias Pacheco, cuja biografia encontra-se em "Personalidades") Foi eleita então, a diretoria efetiva desta sociedade, tendo como Presidente o irmão Oscar Souto Jr., devido ao seu esforço árduo pelo desenvolvimento da Sociedade, quer no campo espiritual quer no material, pois já fazia parte das cogitações daqueles irmãos a construção de uma sede própria. Presidente que continuou sendo por reeleições, até 1948, o operoso irmão Oscar não descuidou da parte financeira, deixando em caixa uma soma significante, fruto das listas de doações feitas entre irmãos internos e externos ao Sanatório, destinadas a construção da sede, não lhe sendo possível, no entanto, por fatores diversos, dar início a obra.


Eleito em 1949 o irmão Mario Carnieli, após vencer inúmeras dificuldades, conseguiu dar início à construção em 28 de outubro de 1950. Apesar dos recursos financeiros escassos, e as tentativas incansáveis de pessoas preconceituosas em impedir o levante desta sede, que por vezes chegou a ser destruída durante a noite, as obras prosseguiram até sua cobertura, graças à boa vontade, persistência, determinação e auxílio recebidos de diversas frentes; pedreiros, Prefeito, amigos e do diretor de obras do Sanatório, que deram sua parcela de contribuição nos momentos mais críticos. Em junho de 1951, foi eleito presidente o irmão José Luiz Loureiro e, em 20 de Outubro do mesmo ano, foram reformados os estatutos da Sociedade, passando a mesma ser denominada SOCIEDADE ESPÍRITA DISCÍPULOS DO EVANGELHO – S.E.D.E.

Os anos se passaram e vários presidentes se sucederam, todos eles envidando os maiores esforços para ver a sede própria terminada. Em uma demonstração de amor à causa espírita, surgem os irmãos Eliseu Rigonati, João Rodrigues Lopes, Esteva Quaglio, Julinha, entre outros, que se prontificaram a trazer colaboradores da capital para auxiliarem na obra, com a quantia suficiente para o seu término.

Em Dezembro de 1951, por alta hospitalar, deixa a presidência o irmão José Luiz, assumindo o irmão Gildo Zanovello, um dos mais ardorosos batalhadores do espiritismo dentro do Sanatório. Em 31 de janeiro de 1952 deixa a presidência, por ter seus problemas de saúde agravados. Assumindo

então o irmão Paulino Moratto que era o presidente da comissão pró-construção e supervisor da obra desde o seu início.

Finalmente, no dia 17 de maio de 1953, na gestão do então presidente Paulino Moratto, com uma bonita festa da família espírita Guarulhense e contando com a ilustre presença do então Deputado Federal Romeu de Campos Vergal, um grande líder espírita um homem de elevada cultura e dotado de apreciável grau de humildade, foi solenemente inaugurada, às 15:00h, a sede própria da Sociedade Espírita Discípulos do Evangelho (S.E.D.E).

É de se notar que a sede ficava dentro dos então limites da área do Sanatório, portanto, as pessoas estranhas ao Sanatório tinham acesso pela respectiva portaria. Mais tarde essa área, pertencente ao Estado, foi reformulada, o sanatório ficou com um terreno menor e atrás do mesmo foi feito um arruamento, como conseqüência a nossa sede ficou localizada em uma Rua denominada Francisco Foot, número 01 no Bairro de Gopoúva em Guarulhos.

Porém, apenas por volta de 1958 a entrada no hospital foi liberada ao público.

Em 1959, na gestão do então presidente Sr José Galize, o Sr Amilcar Delchiaro Filho, ajudava na direção da casa, pois com término do sanatório, tinha pouca freqüência de pessoas, foi então que o Sr Helio de Oliveira juntamente com a sua esposa Sra Eliza Ronzani de Olilveira chegaram a casa, este, já assumindo nos primeiros meses a secretaria, devido a transferência do até então secretário, o Sr Wilmo Espanholo, para Santo Angelo. Desde então a "Dona" Eliza, começou a desenvolver sua faculdade mediúnica, psicofônica, vidência e audiência iniciando na casa o trabalho de desenvolvimento mediúnico, a prática da mediunidade. A partir deste momento iniciou-se o grupo de estudo de toda a codificação de Kardec, onde participava também o Sr Orlando Delchiaro, irmão do Sr Amilcar Delchiaro.


Durante muitos anos, devido ao fechamento do Sanatório, as reuniões de segunda e sexta-feira só contavam com alguns integrantes: Sr Almilcar, sua esposa Dona Nenê, o Sr Rolando e sua esposa Dona Terezinha, os seus filhos Valdir e Eunice, o Sr Helio e sua esposa Dona Eliza e seu filho Helio Renato de Oliveira.

Apenas em 1961 foi permitida a entrada de pessoas adeptas a doutrina. Desde então, a presidência da casa ficou entre os irmãos Sr Helio de Oliveira, Sr Amilcar Delchiaro, Dona Eliza Ronzani de Oliveira e Sr Rolando Delchiaro. Em meados de 1965, houve uma comunicação de um amigo espiritual, informando que a casa e os trabalhadores se preparassem para uma freqüência muito grande de pessoas, fato este que é uma realidade hoje, onde temos mais de 1500 pessoas por semana, freqüentando nossas dependências.

No dia 10 de Abril de 1975, tendo como presidente o Sr Helio de Oliveira, foi declarada extinta a Sociedade Espírita Discípulos do Evangelho, para dar lugar a uma nova entidade, com o mesmo nome e sendo herdeira e continuadora da antiga sociedade. Essa foi a maneira legal para possibilitar a matrícula da nova Sociedade no Serviço de Promoção Social da Prefeitura de Guarulhos e também para inscrever no cadastro dos contribuintes do Ministério da Fazenda.

Por volta de 1979, nosso irmão Hilário Corredatto, com sua mediunidade de Cura, trouxe para a casa milhares de adeptos aos trabalhos de terça e sexta-feira. Veio a desencarnar em 1985. Naquele momento Sr Helio de Oliveira, conversou com o mentor espiritual da casa questionando a continuidade do trabalho de cura mesmo após o desencarne do Sr Hilário, e lhe foi respondido:

"Que se tivéssemos fé o trabalho deveria continuar, pois o alto estaria sempre presente para em nome de Deus e de Jesus realizar as curas que se fizessem necessárias".

Apesar de sua desencarnação em 1985, o trabalho persiste até hoje as sextas-feiras, conhecido como Fluidoterapia.

Como Colaborar

¨Disciplina, disciplina, disciplina¨

Orientação de Emmanuel para Chico Xavier ao se apresentar para o trabalho na seara do espiritismo 

Na AEDE, todas as tarefas são desempenhadas por trabalhadores voluntários desde o atendimento na recepção, nos corredores, nas portas das salas de passes, os médiuns, monitores de cursos, coordenadores, dirigentes e até a presidência.  Todas as tarefas são importantes e devem ser realizadas com muito amor.

Colaborar, em nosso entender é desprender-se de muitas coisas materiais, é dedicar parte do tempo ao trabalho na Seara de Jesus, é participar ativamente junto com outros companheiros, somando assim esforços para o bem comum.

Onde e como colaborar?

São várias as atividades que podem ser desempenhadas em nossa casa, mas para cada uma delas, faz-se necessário o preparo adequado àquela atividade.

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A História de um Colaborador

Comecemos pela chegada de uma pessoa ao centro.....

Na falta de uma estrutura de recepção, não só a área física, mas uma equipe preparada para recepcionar essa pessoa, certamente vai dificultar e muito a sua ambientação, ou então, em caso extremo, causar o seu imediato afastamento.

É, portanto, óbvia a importância da maneira como alguém é recebido em um centro (ou em qualquer outro lugar podemos afirmar), porém caberá ao que está chegando procurar conhecer o novo ambiente, suas normas, suas regras e ter uma certa dose de paciência, visto que no ambiente que está adentrando existe uma dinâmica, com atividades definidas, tarefas em andamento, etc.

Vencido o primeiro obstáculo, geralmente entra-se no que poderíamos chamar de "período de banco", quando por um certo tempo a pessoa recém chegada limita-se a assistir as palestras, eventualmente tomar o passe e ir embora. É nosso dever acrescentar que existem exceções, pois para algumas pessoas o "período de banco" é proporcional à sua facilidade de ambientação ao centro.

Também é nosso dever acrescentar que muitas pessoas acomodam-se e prolongam indefinidamente o "período de banco", muitas vezes por desconhecer que o centro espírita é, não só uma casa de orações, mas abençoada oficina de trabalho, onde tanto jovens quanto idosos tem a oportunidade ímpar de estudar o Espiritismo à Luz do Evangelho de Jesus, para então iniciar sua reforma íntima para poder vivenciar o que foi estudado.

Deve assim soar em cada um, mais cedo ou mais tarde, as questões: O que posso fazer para colaborar? Onde precisam de mim? Devo esperar que me procurem ou devo procurar o que fazer? Tais questões servirão como reflexão para aquele que está começando a conhecer o Espiritismo e como este aponta a caridade como único caminho para a salvação como bem asseverou Kardec.

SEJA  BEM VINDO.